Hoje aparentas o desviver
quem sabe não seja tão ardente a brasa no peito
que sentirias, ao partir.
Quem sabe... Nada sei
Só sei que tenho medo de desviver
De desconstruir o constução
De salivar pelo tempero da memória
De deitar no silêncio
e desviver, mesmo estando em vida
ao pensar, que não estarás mais deitado sobre o meu peito.
minhas mãos desviverão ao perder as suas no vento
e nesse caminho interminável seguirei tonta
pelas sarjetas desconhecidas
Se eu ver, tu, de costa e de mala
partindo, esquecendo, mudando, vivendo
ali sentirei que desvivi
e que nunca mais retornarei a essência do verbo viver