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Retalhos do passado


Estão estourando purpurinas divinas no céu, e hoje todos se vestem como anjos caídos. Cada um procura no guarda-roupa seu melhor sorriso e buscam debaixo da cama receitas para ganhar mais dinheiro. Há uma mesa farta de frutas supersticiosas que as pessoas se servem em busca de uma vida melhor. Minha irmã, há três horas atrás procurava obcecadamente uma cor para trazer novos amores em sua vida. E eu,  observava calado e com desdém aquela mesa, aqueles sorrisos, aquelas purpurinas e a minha irmã.
Saí em busca de um local onde eu ficaria ali, deitado, esperando a minha renovação espiritual, foi quando do nada, eu comecei a rir de mim mesmo, ao lembrar de quão bobo eu era, ao me assemelhar às pessoas que estavam em minha casa.
Meus olhos estavam fatigados de tantas promessas vazias. Fazia dias que não dormia, e que eu não respirava bem. Observava páginas e mais páginas de palavras encharcadas de suor e de melancolia, de ideologias e de riquezas, mas aquilo tudo, até para mim, que viveu menos que um cachorro, sabia que era ouro de tolo. E isso é um saco.
Antigamente, tudo era mais rosado. As vezes a gente sente inveja de nós mesmos quando deparamos com nossas histórias de criança. Era tudo tão quente em uma noite de tormentas e trovoadas. As cobertas espalhadas pela cama era o suficiente para aquecer os corações puros e para protegê-los dos demônios imaginários. A doce memória das imaginações veem em minha mente como um amuleto de proteção contra os meus medos. É tudo questão de tempo, era o que uma velha senhora dizia, enquanto eu chorava pela vergonha de andar pelas colinas da rua sobre quatro rodinhas. A sensação de liberdade era tão doce que eu me permitia ser preenchido por formigas coloridas, até que elas fizessem cócegas, enquanto passassem pelo meu rosto.Talvez eu devesse procurar uma maneira para voltar ao tempo bom, quando as ruas eram preenchidas de flores das laranjeiras, mas acredito que algo melhor possa ser feito para me livrar dessa falsidade adulta. Preciso me eternizar naquele laranjal.


Metafórico

Eu corro com medo dos homens, me afogo no meio do absinto
eu não tenho dinheiro nem pra me foder.
ninguém quer viver ao lado de um psicopata, que matou seu amor
pra tentar sobreviver a essa semana infeliz.

O olhar do operário me queima
e eu o quebro no meio dos meus dentes.
a moça da esquina
ergue seu vestido
e me mostra o que tem de melhor. Mas
andando no meio das luzes, encontrei o corpo de um cão
implorando por um pedaço de amor.

Seria mais fácil a caminhada se eu jogasse esse peso agora
e subisse essa escada de mármore de costa
pra alcançar a pedra que me espera, pra me amassar e me degolar.
é de sangue que o morcego necessita
então vou lhe mostrar
que ninguém vive sem arrancar algo de alguém.

ninguém pode mudar seu mundo, mas eu vejo a realidade
através dos vidros dos teus olhos.
Parece um mundo tão bom...
deixe-me entrar
deixe-me arder.
Can you see me now?

Editora

Eu poderia escrever um livro sobre todas as alegorias de minha vida. Poderia escolher o formato e tom poético. Dentre as paletas de amostra, ficaria em dúvida se o enredo teria forma e cor de um conto, romance ou soneto. Eu poderia na loja da vida tentar negociar algumas páginas ou vender alguns rascunhos para outros sobreviverem por mais um dia. Eu queria ter o poder das palavras para desenhar com giz de cera a capa dos meus desastres. Eu queria.
Existem páginas que há muito tempo eu rasguei por não ter fôlego de lê-las. Algumas eu mantive para lembrar dos sorrisos flambados que já dei subindo as montanhas. Outras, não são possíveis arrancá-las pois já se enraizaram em minha terra fértil, e dessa maneira, as rego para que novos brotos surtam para eu esculturar um sol azul. 
Já escrevi livros de duzentas páginas vazias, entretanto, o que mais doeu a minha alma foi aquele de uma página, cuja única palavra escrita fora "saudade", e através dela, dessa palavra ensolarada, um projetor de imagens, cores, cheiros e sons se formam na parede frente a minha cama, fazendo-me assistir a tudo aquilo que um dia foi meu. É saudade de rostos. De paredes de recados. De cabelos com cheiros de maresia. De abraços equivalentes a café quente. Do despertar de um dia a dois. Das promessas e construções de uma casa de sonhos. Do relógio feito à mão. É saudades do amor ou apenas saudade de poder definir a quantidade necessária de borboletas? As borboletas voaram e aqui eu fiquei, com os sorrisos moldados a partir das lembranças de uma vida, que eu ainda, felizmente, ainda não terminei de escrever.


Éramos jovens

Estava apreensiva por aquela noite de bombardeios estrelares. Já estava previsto naquelas coisas que não faço questão de acreditar que eu deveria vestir-me de verde para atrair a calmaria dos mares. Minh'alma estava enérgica, as minhas mãos formigavam para tocá-lo, mesmo que fosse para tu não me reconheceres no meio da multidão.
Perfumei-me, me maquiei e usei meu melhor salto. Subi as colinas de asfalto. Cheguei no bar e ali fumei um cigarro, um de muitos, enquanto eu permanecia na esperança verde de veres tu, abrindo caminho entre as cervejas e as fumaças, para me tirar pra dançar.
Eu esperei demais. Você não veio. A doce fantasia foi melhor que minha realidade pós moderna. Dormi um pouco, antes de chorar.

Alegoria dos significantes

Angela Batista, 19. Tenho todos os anos do mundo, ao qual não sinto necessidade de revelar. Aprecio sorrir para um gato na rua, molhar-me junto com meus cadernos na chuva, rir quando é para chorar e sofrer quando tenho que sofrer. A arbitrariedade da vida me fascina, assim como o cheiro dos pés de laranjeiras. Sem rodeios, sem discurso poético, seja bem vindo, as minhas alegorias.

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