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245 folhas de outono

A gente assiste uma notícia na tevê, e do nada a nossa pele se arrepia ao sentir a dor dos relatos. Era uma noite a se comemorar como qualquer jovem faz. As meninas calçaram seus melhores saltos e com cuidado fizeram suas maquiagens; os meninos escolheram suas melhores roupas e o melhor perfume para curtir a noite. Uns pegaram táxis, outros talvez foram de ônibus, outros com o próprio carro. E lá, no mesmo lugar se reuniram para festejar com aqueles que eles designam de amigos, parceiros. Companheiros de vida.
Universitários prestes a seguirem a profissão de suas vidas, estavam todos lá a dançar, como se somente aquele minuto bastasse para serem felizes. Eu fico imaginando esses pequenos quadros em minha mente, e logo um rascunho de 245 vidas toma o meu ser. 
Remeto-me às minhas lembranças de todas as vezes que saí para dançar, como se aquela fosse a última noite da minha vida. Tomava um banho, vestia roupa nova e passava um batom nos lábios. Ao término, sempre ganhava um elogio do meu amigo e uma dica para trocar de salto, pois aquela cor não combinou com o vestido. Ficava eu, pronta, esperando os meninos decidirem que roupa usar e qual perfume passar, e eu, sempre previsível, escolhia o perfume favorito. Depois de prontos, tirávamos uma foto para registrar aquele momento e partíamos para a festa que nos esperava, e lá, dançávamos com toda a força de um jovem. Ficávamos no aguardo de tocar a música tema da nossa amizade, e quando isso acontecia, nossos olhos se encontravam no meio da pista, e com o envolver dos nossos braços cantávamos até o nosso peito explodir. E assim, cansados, voltávamos para casa suados depois de satisfazermos a alma com uma noite extasiante. 
Agora eu penso que naquela balada, eu, estudante de letras poderia estar com meu amigo economista, com meu amigo publicitário e tantos outros dançando naquela pista como sempre fazemos em todas as noites. Poderia nós, termos dançado pela última vez We found love. Poderíamos nós, naquele lugar termos caído como folhas secas. Poderia...  Penso na minha vida depois desse fato lamentável. Meus olhos denunciam a tristeza da minha alma ao pensar que jovens como eu partiram para aquele lugar que designo de céu de passarinhos. O que me resta a fazer é orar para Aquele que me sustenta, e dizer para aqueles que eu guardo no meu coração que eu os amo, antes que eu caia da árvore.


He so... Heavy

Garota, ele não te ama.
Ele não desenha  teu rosto nos seus sonhos. Ele não vê uma roupa na vitrine e imagina você dentro. Ele não escreve cartas de amor durante madrugada para colocar  escondido em sua bolsa.
Não, ele não faz isso por você. Garota, você não é a musa dele. Você não tem um nome carinhoso na lista de contatos do celular dele. Ele não liga para você quando está com medo do escuro. Ele não compra rosas para você. E nunca comprará.
Garota, as estrelas estão sendo maldosas ao denunciar que teu amor platônico nunca evoluirá, mas é necessário atirar nesse vírus encubado em sua alma. Garota, pense bem, ele nunca será seu, ele nunca foi seu. Você não esteve nos pensamentos dele enquanto ele te beijava na chuva. Ele não te ouvia quando você dizia que  o amava. Ele nunca te ouviu.
 Talvez, ele tenha se divertido em um desses dias ensolarados no parque, talvez tenha sido sincero. Talvez, ele tenha achado graça naquela piada que você contou no domingo, talvez. Quem sabe, ele tenha gostado de suas carícias nos longos cabelos dele, enquanto ambos viajavam para um lugar desconhecido. Talvez, ele tenha gostado de quando você desistiu dele.
Garota, ele não te ama. Você não é a garota dele. Seu nome não consome a mente dele. Menina, é doloroso como o corte ardente de uma foice, mas, o que podemos fazer, quando o amor nao é correspondido?

Nota mental

Com quinze anos de idade, eu ainda estava no meu fundamental. Andava atenta pelos corredores do colégio, na procura da minha droga vital. Era ele o sopro que faltava para o sol poder brilhar na minha face, e aquecer todas as artérias do meu corpo. Meu coração pulsava como o bum-bum do sambista, e eu, era a porta-bandeira da minha esperança. Era ele o responsável pelo tremer das minhas pernas, pelo afagar do meu peito. Era ele o responsável pelo perfume doce de primavera, pela sandália rosa, pelos mimos no cabelo. Ele era meu, nos muros da escola, esses mesmos muros que denunciavam as nossas iniciais entrelaçadas em um coração feito de corretivo. E foi a mesma pessoa, que eu amei durante anos e anos, que quebrou meu coração, ao se desfazer da cartinha perfumada, sem ao menos lê-la.
O tempo passa, mas as histórias continuam as mesmas. Os personagens mudam, e o cenário também, mas o final, esse permanece intacto, como uma rocha flácida. Quando crescemos, tentamos buscar nas rodas de rodapé alguma explicação para a roda-viva, e sortudos são aqueles que entendem o significado da vida.
Estamos predestinados a amar, a procurar no outro a cobertura perfeita para aquele bolo que esfria na janela. Nossos corações, desde quando ainda estamos em formação, já está destinado a bater forte ao entrelaçar das mãos com aquele que se designa a metade de nossa alma. E eu pensei, na minha doce adolescência, que tivesse encontrado a cobertura da metade da minha alma.
Hoje, eu permaneço em minha casa, recordando dos meus amores juvenis, do qual nunca desfrutei mordê-los. Era sempre algo surrealístico, com fantasias e beijos logo após meu corajoso aqueu me salvar de alguma encrenca. Sempre fui uma criança muito criativa para meus devaneios amorosos, e agora, eu sofro de tédio para imaginar alguma história do gênero, até por que duvido da existência dessa tal cobertura e desse tal gênero.
Se eu tivesse um mundo, a lei primordial deveria ser amar e ser amado. Tolice minha, mas para muitos, de corações quebrados, aprovariam e sambariam alegremente se isso, realmente fosse verdade. A gente assiste um filme na tevê, e se imagina nas mesmas situações e depois perguntamos a si mesmos se teremos uma história melhor pra contar. Enquanto isso não acontece, meu coração bate inquieto e desesperançoso, na procura de algumas respostas acerca do meu dom infalível de moer meu coração.
Aos meus quinze anos de idade, período de espinhas, diários, cólicas e puberdade, eu me perguntava até quando minhas mãos bailarão sozinha ao vento. Até quando, teria de comprar esparadrapos para colar os cacos internos a mim. Até quando, os olhos perdidos denunciariam a procura da cobertura de minha alma. Até quando? São questionamentos que até hoje, tento responder com minhas quase duas décadas. Talvez, eu nunca ache uma resposta, talvez, eu encontre o que me esquente, mas por enquanto, o amor, esse amor que você sente por alguém, para mim, é coisa de tevê.

Evaporação



Meus olhos fadigados olham uma velha parede repleta de fotos. Um velho papel amarelado, com dimensões exatas. Algumas ainda estão boas, outras, eu não consigo reconhecer o conteúdo que nela está sendo apresentado. Estou mentindo. As fotos não estão amareladas, o brilho do papel ainda está preservado. Vejo nitidamente cada cena, cada sorriso. Cada abraço, mas meu coração bate vacilante, mas vacilante ao ver que muitos, ou melhor, alguns, voaram como andorinhas em busca do seu próprio destino.
Eu observo. Os rostos, as expressões, os sentimentos. Começo a relembrar dos momentos em que essas fotografias foram tiradas. Um breve momento de euforia toma meu coração, mas a realidade da perda é mais forte. O jogo continua, a bebida acaba, um entra, outros saem e eu permaneço intacta, sentada no mar observando ao longe esse tango argentino, que é viver.

Alegoria dos significantes

Angela Batista, 19. Tenho todos os anos do mundo, ao qual não sinto necessidade de revelar. Aprecio sorrir para um gato na rua, molhar-me junto com meus cadernos na chuva, rir quando é para chorar e sofrer quando tenho que sofrer. A arbitrariedade da vida me fascina, assim como o cheiro dos pés de laranjeiras. Sem rodeios, sem discurso poético, seja bem vindo, as minhas alegorias.

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