<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/2764494993602871782?origin\x3dhttp://alegoriadossignificantes.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

do verbo bobear

Fundo, fundo. Era fundo o poço onde se enfiara. Fundo e escuro. Espesso. Viscoço.
O que eu tinha se resumira naquele poço. Estava lá, no meio de cardumes canibais que mordiam e sugavam  a matéria viva que já dava indícios de desviver. Desvivência era a minha, de observar aquela maré escura que se alastrava naquele poço e não poder pular. Eu não podia, nem tu podias, desconstruir as amarras que nos prendia, e com muito penar eu sentia que eu afundava também, mas afundava ao saber que não deixavas meu corpo agir.
Tivera eu a ideia de lançar-me ao vazio, onde habitava sua substância. Fui caindo propositalmente naquela escuridão, naquele mar de gritos silenciosos que deixaras louco a metade minha que eu procurava. Cavei buracos, andei desertos, percorri a nado o frio só pra chegar onde tu se encontravas, e lá o achei,  bichinho que amo por inteiro.Tu, figura romântica, és o meu pão. És a lamparina da cozinha. És o cobertor que me colore. És chão e luz. Nada do que irá dizer para que eu parta, eu ouvirei.   Mesmo se varrer meus pés eu ficarei. Se me ignorar, permanecerei encostada na parede fria, mas dali não sairei sem ti.
Ninguem entende... Nem tu, meu doce amor. Duas substâncias juntas, se resolvem melhor. Não sou boba por pular em um poço, nem burra por não medir a catástrofe. Sou boba por amar. E quero morrer bobeando.

Alegoria dos significantes

Angela Batista, 19. Tenho todos os anos do mundo, ao qual não sinto necessidade de revelar. Aprecio sorrir para um gato na rua, molhar-me junto com meus cadernos na chuva, rir quando é para chorar e sofrer quando tenho que sofrer. A arbitrariedade da vida me fascina, assim como o cheiro dos pés de laranjeiras. Sem rodeios, sem discurso poético, seja bem vindo, as minhas alegorias.

Relacionados

links go here.
Facebook

Caixa alegórica - posts

maio 2011, fevereiro 2012, outubro 2012, novembro 2012, dezembro 2012, janeiro 2013, fevereiro 2013, março 2013, abril 2013, maio 2013, junho 2013, julho 2013, setembro 2013, outubro 2013,