Talvez eu passe tempo demais esperando, imaginando ou torcendo por estrelas cadentes. Talvez eu perca muito tempo imaginando sinopses para minha vida, ou escolhendo a trilha sonora perfeita para o beijo na chuva. Talvez eu tenha medo de me perder pelas veredas dos vales e nunca mais me achar por completa, ou quem sabe, eu tenha mais medo ainda de cogitar a ideia de não existir um vale. São incertezas que criamos e depositamos na caixa da memória. São medos que criamos para não embarcarmos no trem das dez. Talvez extinção do homem ocorra pelo medo de arriscar as penas do cocar. Talvez o homem decrete óbito pelo medo de atingir os céus, ou, quem sabe, de tocar a terra com a intensidade da cólera divina. Quem sabe... O que eu acho, é que talvez, o homem morra com medo do amor. Ou do amar.