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O que teria acontecido se eu não me apaixonasse por você naquela manhã nuclear?

(Recomendo ler ao som de Since I've Been Loving You, autoria de Led Zeppelin)

A guitarra chora um canto nostálgico sobre a bela que partiu no corredor chuvoso.
A bateria soca as paredes internas do estômago como uma forma de botar pra fora
todas as baratas.
que consomem .
o resto.
do seu 
amor.

Eu choro.
Lamento a melodia triste que se forma,
Quando o teclado e os demais acordes se juntam para a luta.
Ouças o ritmo poético da dor,  música composta pelos pássaros de sessenta e oito.
Isso remete inspiração para meu ato fúnebre.

Baby, como seria se eu não tivesse me apaixonado por você naquela manhã nuclear.
Todos perguntam de você para mim
E eu não sei o que responder, além do meu pacífico silêncio.

Se eu tivesse uma faca, eu tentaria, eu tentaria fazer você partir.
Eu cortaria todos os seus vestidos.
Eu queimaria sua casa com meu ódio.
Eu cuspiria nos seus discos.
Eu quebraria sua face diante o espelho que denuncia a sua asquerosa alma
Na qual dediquei vários anos da minha subalterna vida.

O que teria acontecido se eu não me apaixonasse por você naquela manhã nuclear?
Nesse momento a guitarra chora por mim, 
E eu acompanhado do meu copo de conhaque, deleito-me diante da morte do meu vazio.
Esse escuro é bom para eu urinar em todas as suas lembranças,
Em todos os vestígios da existência desse demônio ruivo.

Oh céus dos balaios de gatos ensurdecedores, 
Mandes o maná de Marley para eu afogar-me no meu choro
Queimar meu cérebro
Até sair espuma de detergente líquido de minha boca.

Como seria minha vida se eu não tivesse me apaixonado por você naquela manhã nuclear,
Quando eu encostei nos teus olhos flamejantes e eles me deram um choque de nicotina...
Você se lembra das promessas debaixo das laranjeiras,
Enquanto os mosquitos mordiam o branco agridoce de sua pele?
Acho que não.

O que aconteceria comigo se eu me matasse agora?
Você viveria?
Você se culparia?
Você se mataria?
Sei que sua vida seria normal, torpe e corriqueira, baby
Porque eu nunca habitei o cômodo podre do teu ocre coração
canibal, ladrão, estuprador de sonhos.

O que teria acontecido se eu não me apaixonasse por você naquela manhã nuclear?

Alegoria dos significantes

Angela Batista, 19. Tenho todos os anos do mundo, ao qual não sinto necessidade de revelar. Aprecio sorrir para um gato na rua, molhar-me junto com meus cadernos na chuva, rir quando é para chorar e sofrer quando tenho que sofrer. A arbitrariedade da vida me fascina, assim como o cheiro dos pés de laranjeiras. Sem rodeios, sem discurso poético, seja bem vindo, as minhas alegorias.

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