Se eu gostasse do café quente, preparado pelas mãos da preta velha, viveria com o gosto amargo da vida no canto da boca. Talvez, pintaria um bigode branco a partir da miscigenação de sabores no lábio superior de meus lábios, mas creio que o lábio superior de meus lábios prefeririam somente café.
Como seria se eu gostasse de café?
Noites em claro passaria tentando enxergar estrelas no escuro, ou até então me atentaria para os trabalhos acumulados no qual tanto procrastino para iniciar. Acredito que se meu paladar adquirisse o gosto pelo café, meu espírito ficaria dependente do cheiro, do aroma e do sabor do campo bom.
Pena que não gosto de café.