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Poesia para as heroínas de García

Estou falecendo.
Deparei-me com vós novamente. Seus dentes brancos e pontiagudos morderam-me no primeiro flash back. Sim. É você o único responsável pela minha desgraça.
Meu sangue está fervendo. Meu Deus, estou falecendo. É um sulco branco e pastoso responsável pelo meu afogamento.  Um mar alvo espumoso invade o meu coração torpe. Estúpido. Podre das cinzas de todos os cigarros que fumei. Estou morrendo.
Queria ver meu filho. Se é que eu gerei algum. Queria poder voltar no tempo para poder ter embaraçado alguma donzela, viúva. Rapariga. Nenhum herdeiro para meus livros. Minhas deusas do Olimpo estarão descobertas sem vossas máscula armadura. Grande Hera! Nenhum herdeiro para minha heroína. Queria ver meu filho, pois estou falecendo...
Estou falecendo. Estou falecendo com medo de que ninguém lance uma rosa no meu enterro, ou que não retirem meu corpo empedrado da sarjeta do meu vizinho ou que não queimem minha matéria para se homogeneizar com o mar.
Estou falecendo? Estou falecendo! Homem coberto de ouro, mas recheado de chorume! Como fui inútil perante minhas quimeras!
Fui herói da barbárie humana, herdeiro das catastróficas teorias do extermínio inconsciente de minha felicidade. Meu Deus, estou falecendo e nunca realizei um ato de orgulho! Estou morrendo e jamais serei recordado pelas minhas ideias e teorias torpes. Estou morrendo e só agora percebi que serei lembrado por ter assassinado as esperanças e as verdades da rosa. Estou morrendo. Estou morrendo filosofando, engasgando com minha infeliz desgraça.
Se eu tivesse a coragem de Hércules... Oh Zeus, Deus meu... Meus braços não estariam perfurados, desejando o mel extasiante das abelhas diabólicas. Abelhas heroínas. Tudo o que não fui durante minha vida.
Venderia minhas vestes, os fios de meus cabelos, meus dentes, minhas vísceras por uma caneta e um pedaço de papel de pão para anotar minha carta de falecimento.
Nenhuma marcha fúnebre. Nenhum protesto. Nenhum lamento ou discurso para me honrar. Estou falecendo olhando para as duas luas irreverentes que me banham de luz. Enquanto morro, meus bolsos são desvirginados por ágeis pássaros.
Estou morrendo e tudo o que escrevi mentalmente nunca será lido. Lembrado. Reelido. Declamado. Queimado.
Jazi.

Alegoria dos significantes

Angela Batista, 19. Tenho todos os anos do mundo, ao qual não sinto necessidade de revelar. Aprecio sorrir para um gato na rua, molhar-me junto com meus cadernos na chuva, rir quando é para chorar e sofrer quando tenho que sofrer. A arbitrariedade da vida me fascina, assim como o cheiro dos pés de laranjeiras. Sem rodeios, sem discurso poético, seja bem vindo, as minhas alegorias.

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