Tropeçando pelas sarjetas
Vomitando os órgãos internos no banheiro
Alisando os gatos doentes das ruas,
eu saio desfilando como uma sambista
divagarim divagarim,
pois sei que na lógica da bêbada equilibrista
são dois pra lá e quatro pra cá.
Chega cá meu sinhô
dá me um abraço nessa nega suada do mar e vamos bailar no teatro de Deus,
pois hoje, na lógica da bêbada equilibrista,
são um pra lá e dois pra cá.
Êia garçom,
traga mais um suco de cevada para eu me banhar,
hoje a lua merece um brinde,
hoje estou vendendo sorrisos,
compartilhando meus cigarros com o mendigo,
dando minhas roupas para as beatas do convento,
pois hoje, na lógica da bêbada equilibrista,
são três pra lá e seis pra cá.
Não é a cevada
Não são os uísques
Não são as vodcas importadas
Nem os corotinhos de domingo
Piorou os vinhos argentinos
Estou embriagada, meu Deus
Estou chapada
Tonta
Perdida
Alucinada.
Garçom, estou bêbada de amor.